Conversa Capital com João Cadete de Matos, presidente da ANACOM

Com ou sem acordo dos operadores, na sequência da introdução do 5G, o roaming nacional vai mesmo avançar. A garantia é dada pelo presidente da ANACOM em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios. Ou seja, vai ser possível em todo o país, quando um operador não tem rede móvel, o telemóvel se possa conectar a outro operador, como aliás acontece quando um estrangeiro se desloca a Portugal.

João Cadete de Matos considera “uma aberração, que haja pontos do país em que a cobertura de rede móvel é péssima”, com a existência de um único operador. E por isso, considerando que daqui a 5 anos se pretende ter uma cobertura de 5G para 95 por cento da população e que uma das condições para a entrada de novos operadores no mercado é a existência de roaming nacional, os operadores que já estão em Portugal não vão ter alternativa senão partilhar as redes. Para o presidente da ANACOM, “Portugal não pode ficar para trás”. “Os operadores têm de fazer a mudança de paradigma, de forma de pensar” porque, lembra, os investimentos são avultados e se forem partilhados o retorno é mais rápido. Se não fizerem isso, para cumprir as obrigações de cobertura, vão ter de “triplicar os investimentos”. Acrescenta que neste momento ainda não é uma imposição, ainda espera que as operadoras cheguem a acordo, mas admite que se assim não for, o legislador terá de seguir o caminho da imposição para que os objetivos de cobertura seja cumpridos.

Conversa Capital com João Cadete de Matos, presidente da ANACOM was last updated Fevereiro 28th, 2020 by APWPortugal
« Voltar ao Notícias