A grande inovação do 5G ainda está por inventar

Há aplicações óbvias à espera do 5G, como carros autónomos e Indústria 4.0. Mas espera-se muito mais e só o futuro pode revelar esse potencial.

Os primeiros telemóveis 5G vão chegar ao mercado em 2019. O 5G promete mudar muita coisa, mas “não vale a pena ir a correr comprar um”, avisa Ana Aguiar, professora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e investigadora do Instituto de Telecomunicações (IT). Isto porque o arranque da rede 5G vai ser gradual e as novidades que traz “não vão chegar todas ao mesmo tempo”. Algumas das vantagens poderão demorar anos a chegar aos consumidores.

A principal razão para isso é a de sempre: dinheiro. Os operadores vão ter de pagar as novas frequências do 5G (700 MHz e 3,6GHz) e ainda ninguém sabe a dimensão da factura. Em Itália, onde o espectro já foi entregue em leilão, as operadoras pagaram quase 7000 milhões de euros pelas frequências – e agora não se sabe como vão pagar a concretização da rede.

Além disso, o 5G implica mudar a camada física (novas estações base, novas antenas, data centers para clouds e edge computing). “É provável que os operadores venham a ter obrigatoriamente de partilhar o hardware instalado, o que é mais uma coisa a que não estão habituados e dificulta a gestão da conectividade”, resume Ana Aguiar.

A grande inovação do 5G ainda está por inventar was last updated Fevereiro 4th, 2019 by APWPortugal
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